quarta-feira, 24 de março de 2010

Conhecendo o vírus INFLUENZA

O que é influenza A (H1N1)?
É uma doença respiratória aguda (gripe), causada pelo vírus A (H1N1-Hemaglobulina 1 e Neuraminidase 1). Este novo subtipo do vírus da influenza é transmitido de pessoa a pessoa principalmente por meio da tosse ou espirro e de contato com secreções respiratórias de pessoas infectadas.
Os sintomas são muito parecidos com a gripe comum e se confundem: febre repentina, tosse, dor de cabeça, dores musculares, dores nas articulações e coriza.

O período de transmissibilidade da doença é diferente entre adultos e crianças. Nos adultos, o período é de sete dias após o aparecimento dos sintomas, enquanto em crianças este período vai de dois dias antes até 14 dias após o início dos sintomas.
o vírus circula mais em um determinado período do ano, especialmente no inverno, de junho a outubro.
No inverno, em virtude das baixas temperaturas e da maior permanência das pessoas em locais fechados, o risco de transmissão é maior. Mas embora o risco de transmissão seja reduzido antes e depois do inverno, as recomendações para a prevenção do vírus influenza A (H1N1), bem como dos outros tipos de vírus da gripe, são as mesmas: lavar as mãos constantemente, evitar por as mãos na boca e nos olhos, evitar aglomerações em ambientes fechados, proteger a boca e o nariz ao tossir ou espirrar, usar lenço descartável, limpar sempre as superfícies de mesas, telefones, maçanetas e outros móveis e objetos de uso coletivo, bem como ficar atento ao surgimento de casos da doença na comunidade, em ambientes de trabalho ou na escola.

A H1N1 é também conhecida como gripe suína, poiseste vírus é encontrado nestes animais, mas não há evidências de transmissão do vírus influenza A (H1N1) pelo consumo de carne de porco ou de quaisquer produtos alimentícios.
Ademais, os tratamentos térmicos utilizados comumente no cozimento da carne de porco eliminam qualquer vírus potencialmente perigoso e presente em carne crua. Portanto, é importante que todos os alimentos, inclusive a carne de porco e seus derivados, sejam consumidos bem cozidos. Para que o cozimento seja adequado, a temperatura de 70°C tem que ser atingida em todas as partes dos produtos. As carnes devem perder a aparência rosa ou o aspecto sangrento.

Para o enfrentamento da segunda onda de pandemia de H1N1,o Ministério da Saúde programou a VACINAÇÃO da maior parte da população possívelmente afetada, levando em conta aspectos como:1. Situação epidemiológica da influenza pandêmica; 2. Recomendação do Grupo Assessor do Programa Nacional de Imunizações (PNI); 3. Recomendações da OMS para definir públicos prioritários; 4. Observação da 2ª onda no Hemisfério Norte; 5. Articulação com sociedades científicas, CFM, AMB, ABEN, CONASS e CONASEMS.

Iniciou-se nesta semana a segunda etapa de vacinação – De 22 de março a 2 de abril, destinada a população com doenças crônicas (exceto idosos) -Obesidade grau 3 (antiga obesidade mórbida); Doenças respiratórias; Doenças cardíacas, Imunodeprimidos; Diabetes; Doenças hepáticas, renais e hematológicas e crianças maiores de 6 meses e menores de 2 anos crianças que receberão duas meias doses. A segunda dose deverá ser administrada 30 dias após a primeira e grávidas em qualquer período da gestação.


E a influenza aviária, a gripe do frango?

A influenza aviária é resultado da infecção das aves por vírus da influenza cujas cepas são classificadas como de baixa ou de alta patogenicidade, de acordo com a capacidade de provocarem doença leve ou grave nesses animais. A cepa que está circulando de forma epidêmica atualmente entre as aves domésticas da Ásia e Europa é altamente contagiosa e grave, provocando a dizimação de milhares desses animais. A exposição direta a aves infectadas ou a suas fezes (ou à terra contaminada com fezes) pode resultar na infecção humana. A transmissão da influenza aviária ocorre quando as aves migratórias (especialmente as aquáticas) disseminam os vírus da influenza aviária de baixa e de alta patogenicidade entre as criações de aves domésticas. A transmissão entre essas aves ocorre pelo contato direto com secreções de outras aves infectadas, especialmente com as fezes. A disseminação dos vírus da influenza aviária ocorre com a contaminação da água, ração e equipamentos utilizados nos criadouros (incluindo caminhões e tratores). Ovos contaminados são outra fonte de infecção entre as aves, principalmente nos incubatórios, uma vez que o vírus pode ficar presente de 3 a 4 dias na casca dos ovos postos por aves contaminadas. Outra forma de introdução de vírus de influenza aviária é através da importação de material genético e do comércio de aves e seus produtos entre os países.

Excepcionalmente o homem pode se infectar com o vírus da influenza aviária, através da exposição à aves infectadas ou através da manipulação de aves mortas. Não foi evidenciada a transmissão para humanos pela ingestão de ovos ou pelo consumo de carne congelada ou cozida das aves.

Assim como a gripe humana, causada pelos vírus de influenza humano, os vírus de influenza aviária causam nas aves sintomas respiratórios (como tosse e espirros), fraqueza e complicações como pneumonia. Há diferentes subtipos de vírus de influenza aviária, os quais determinam a gravidade da doença na ave. A doença causada pelos subtipos H5 e H7 (classificados como vírus de influenza aviária de alta patogenicidade) podem causar quadros graves da doença, com manifestações neurológicas (dificuldade de locomoção) e outras (edema da crista e barbela, nas juntas, nas pernas, bem como hemorragia nos músculos), resultando na alta mortalidade das aves. Em alguns casos, as aves morrem repentinamente, antes de apresentarem sinais da doença. Nesses casos, a letalidade pode chegar a 50 a 80% das aves de um determinado local. Nas galinhas de postura observa-se ainda a diminuição na produção de ovos, bem como alterações na casca dos mesmos, deixando-as mais finas.

Calma, a doença é exótica no Brasil, ou seja, não há evidências de circulação de influenza aviária de alta patogenicidade (FLU A/H5 e H7) nos granjas de aves comerciais brasileiras. No Brasil não foi identificado, até o momento, a doença pelo vírus influenza A/H5N1, responsável pelos surtos na Ásia e alguns países da Europa.

Porém, devemos nos conscientizarmos destas ocorrências e ter a devida informação de como a doença pode propagar-se de um país para outro:
- Por meio do comércio internacional de aves domésticas vivas ou seus produtos contaminados;
- Também o vírus pode ser propagado por aves migratórias que podem carrear o vírus por longas distâncias. Aves aquáticas migratórias - principalmente patos selvagens - são o reservatório natural dos vírus da influenza aviária e são mais resistentes à infecção. Eles podem carrear o vírus por grandes distâncias e eliminá-los nas fezes.

Pensando nestes casos o Brasil, através do MAPA têm adotado várias medidas para evitar a entrada da doença, tais como: a restrição do ingresso de material genético avícola aos aeroportos de Cumbica (São Paulo) e Viracopos (Campinas) e nos postos de fronteira com os países do Mercosul; a implantação de detectores de matéria orgânica para controlar bagagens e passageiros; o credenciamento de laboratórios para diagnósticos sorológicos; a implementação do cadastro nacional informatizado de granjas avícolas; e a elaboração de normas técnicas para registro e produção de aves de corte e postura. Além disso o MAPA implantou o Programa Nacional de Sanidade Avícola e nele o Plano Nacional de Prevenção da Influenza Aviária e de Controle da Doença de Newcastle, é estratégia passível de aplicação em todas as Unidades da Federação (UF), para promover ações direcionadas à defesa sanitária animal, visando ao fortalecimento do sistema de atenção veterinária, primeiro passo para a implantação do Plano de Contingência do Estado.

Para maiores informações: www.portal.saude.gov.br e www.agricultura.gov.br

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quinta-feira, 11 de março de 2010

Brucelose


É uma banda de forró, bastante conhecida aqui no nordeste... mas é também uma importante zoonose!
É provocada por uma bactéria Brucella abortus, no homem esta doença é de caráter profissional, ou seja, pessoas que trabalham diretamente com os animais infectados (tratadores, proprietários e veterinários) ou aqueles que trabalham com produtos e subprodutos de origem animal (funcionários de matadouros, laticínios e laboratórios).
A sua incidência é maior em rebanhos leiteiros, a transmissão ocorre segundo o gráfico ao lado, e o aborto é sua principal sintomatologia nos bovinos e a maior fonte de infecção também.
Com o objetivo de baixar a prevalência e a incidência de novos casos de brucelose e de tuberculose e criar um número significativo de propriedades certificadas que oferecem ao consumidor produtos de baixo risco sanitário foi criado o Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose, instituído pela Instrução Normativa nº 2 de10 de janeiro de 2001, pelo Ministério da Agricultura, propondo os seguintes meios de controle:

Vacinação contra a brucelose; certificação de propriedades livres de brucelose e tuberculose; certificação de propriedades monitoradas para brucelose e tuberculose; controle do trânsito de reprodutores e normas sanitárias para participação em exposições, feiras, leilões e outras aglomerações de animais; credenciamento e capacitação de médicos veterinários; diagnóstico e apoio laboratorial; participação do serviço oficial e Educação sanitária.

O estado de Pernambuco instituiu com a PORTARIA ADAGRO Nº 021 DE 10 DE MARÇO DE 2008, a obrigatoriedade da vacinação de fêmeas bovinas, com a cepa B-19, com idade entre 3 a 8 meses, por veterinários cadastrados na Adagro e marcação a ferro candente do V e o último algarismo do ano de nascimento e ainda, o controle de GTA condicionando ao atestado de vacinação.

Citamos ainda, outras medidas de controle:

1 - Quanto à fonte de infecção

Testes sorológicos em intervalos regulares (dois a seis meses); sacrifício dos animais reatores até dois resultados positivos sucessivos; quarentena para fêmeas que tenham abortado ou parido, só introduzindo no rebanho novamente após dois resultados sorológicos negativos; adotar a mesma conduta para animais que participaram de feiras e exposições, ou animais recém adquiridos, mesmo portando declaração de exame negativo.

2 - Quanto às vias de transmissão

Restringir o trânsito de pessoas e animais estranhos à propriedade, programa de higiene e desinfecção de instalações; manter as pastagens baixas para facilitar a incidência de luz solar; orientar a população sobre os riscos da ingestão de alimentos que não sofreram preparo adequado.

E agora com a publicação da Instrução Normativa n° 33, de 24 de agosto de 2007 da SDA, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento regulamentou o uso de vacinas não indutoras da formação de anticorpos aglutinantes contra brucelose – característica da vacina RB-51®. Fêmeas acima de oito meses de idade que não foram vacinadas com a cepa B-19 e fêmeas adultas soronegativas em áreas de foco têm a vacinação recomendada pelo Programa.

Assim, mais uma forma de controle foi regulamentada, atentando que esta vacina (RB-51) proibida para fêmeas prenhez, machos e bezerras com idade entre 3 a 8 meses e deverá ser utilizada em rebanhos infectados.



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segunda-feira, 8 de março de 2010


Bons Ventos e Setor em Alta

O consumo de produtos básicos passou longe do clima de crise e cresceu em 2009. Não só se expandiu como até se sofisticou, com a entrada na lista do brasileiro de mais itens na cesta básica e de produtos mais caros. É o que mostra a pesquisa anual da Kantar Worldpanel (ex-Latin Panel), divulgada ontem (02).

Quem mais ajudou a acelerar o crescimento foram as classes D e E, que em relação a 2008 gastaram 21% mais entre a cesta de produtos básicos e não básicos. O consumo de produtos básicos (como itens alimentícios, bebidas e artigos de limpeza) e de não básicos (leite à base de soja e água mineral, por exemplo) cresceu, na média entre todas as classes, 15% na comparação entre 2008 e 2009. No mesmo período, a inflação foi de 4,31% e a alta do Produto Interno Bruto é estimada entre 0,1% e 0,2%.

Esse comportamento tem a ver com o aumento real da renda do brasileiro, que ganhou força nos últimos anos, especialmente da base da pirâmide. Como reflexo, houve crescimento principalmente na cesta de alimentos (17%) com a inclusão de produtos mais sofisticados.

As classes D e E, segundo o levantamento, são as que mais se beneficiaram da trajetória da economia no ano passado e encostou na classe C no número de categorias que aparecem no carrinho de compras. No ano passado, entraram na lista das classes D e E itens como tempero pronto, leite em pó, cremes e loções.

Não é só o tempero pronto e a lata de leite em pó que têm aumentado a presença nos lares brasileiros. As marcas mais caras também têm ampliado a participação na cesta de compras do consumidor. De acordo com a pesquisa, de 11 categorias que fazem parte da cesta de higiene, 6 delas tiveram crescimento de participação das marcas premium, que custam pelo menos 10% a mais que a média.

Varejo em Alta
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Sobre os setores que poderão apresentar maior crescimento em 2010, Morgado destaca o eletroeletrônico, alimentício e saúde.

Tudo isso é muito bom, sem falar no ILA - Instituto de Leite do Agreste, nosso mais novo Centro de Vocação Tecnológica que está chegando.

Fonte: Jornal O Estado de São Paulo, adaptadas e resumidas pela Equipe blogger.
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quarta-feira, 3 de março de 2010

Produção de Leite

Conhecimentos sobre sanidade, produção e gestão voltados para a pecuária de leite, proporcionam a obtenção de leite com qualidade e, produção leiteira é um ponto forte em nossa região.
Bom, na semana passada discutimos um pouco sobre a qualidade do leite, a legislação em vigor e os cuidados que o produtor precisa ter na sua propriedade para produzir leite com qualidade cada vez melhor.
Agora, continuamos esta série de matérias e discorremos um pouco sobre outros modelos, que já foram testados demonstrando exemplos que vale a pena, no mínimo conhecermos, então disponobilizamos estas informações para nosso leitor.
Segue abaixo um vídeo produzido pela Embrapa - Sergipe com modelo agroecológico voltado para pequenas propriedades do semiárido, visando redução de custos, aumento de produção, integração com pastagens nativas e o uso de técnicas simples, eficientes e baratas no manejo sanitário dos animais.
São sugestões que talvez não se enquadre totalmente em nossa realidade, mas adaptações podem proporcionar bons resultados e conhecimento nunca é demais, vocês não acham....Boa diversão!!


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