Qualidade do leitesegunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Qualidade do leitequarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Mercado lo leite no Brasil e no mundoterça-feira, 21 de dezembro de 2010
Uso de ionóforosquarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Herpesvirus bovino - BoHV
terça-feira, 16 de novembro de 2010

Estes três assuntos surgiram durante a passagem de Stephanes à frente da Pasta, mas até o momento não progrediram. O mais polêmico de todos é o Código Florestal. De um lado, os ambientalistas defendem regras rígidas para a produção rural, com demarcação de reservas e proibições de plantação em áreas específicas, como encostas de morro e margens de rios. De outro, os ruralistas não querem abrir mão do seu modo de produzir, alegando que sempre atuaram dessa forma.
O assunto foi tão debatido ao longo deste ano que uma comissão especial foi criada na Câmara para aprofundar o tema. Não foram poucas as vezes que as discussões terminaram em bate-boca. Stephanes quer estar no meio das discussões em 2011, alegando que, durante o seu período de ministro conseguiu angariar aliados. "O assunto é muito importante e a presidente eleita, Dilma Rousseff, não poderá se esquivar de abordar o tema em sua gestão", afirmou.
Outro assunto delicado é a criação de um marco regulatório para fertilizantes. O Ministério da Agricultura fez um estudo abordando questões que envolvem jazidas brasileiras, já que são fonte de material que representa um dos principais custos do agronegócio. O trabalho seria usado como base para o Ministério de Minas e Energia (MME) elaborar uma parte do novo código de Mineração. "Mas quando o estudo ficou pronto, o Ministério disse que não usaria mais."
Stephanes acredita que o assunto pode avançar, pois Dilma foi ministra do MME e conhece bem o tema. Ele defende que os fertilizantes sejam abordados de forma separada do Código Mineral. "O Código pode demorar uns 10 anos para ser aprovado porque envolve vários interesses e o assunto dos fertilizantes é urgente", comentou. Segundo o deputado, o tema é fundamental para o setor porque representa 25% dos custos de produção e, mesmo o Brasil tendo uma gama de depósitos que são matéria-prima para o uso agrícola, boa parte dos produtos é importada, aumentando ainda mais os gastos do produtor.
O que preocupa o ex-ministro é a pressão que grandes companhias do setor já começaram a fazer sobre o governo. A Vale é uma delas. A empresa já enviou um estudo próprio para o presidente Lula sobre o segmento. Lula recebeu o Código do MME há pouco mais de um mês, mas ainda não o enviou ao Congresso. Com a proximidade do final do governo, deve ser encaminhado apenas pela próxima presidente. Se ela concordar com o seu teor.
O terceiro ponto diz respeito à necessidade de ampliar a logística para baratear os alimentos produzidos no Brasil. Stephanes gostaria de ver novas estradas e portos no País, principalmente nas regiões Norte e Nordeste - pontos mais próximos do Hemisfério Norte -, o que poderia desenvolver mais as exportações. Ocorre que, com a proximidade da realização de dois grandes eventos esportivos no Brasil (a Copa e as Olimpíadas), o investimento na infraestrutura no interior do País pode continuar como um dos principais gargalos para o desenvolvimento do setor. "O problema é que, se fizer isso, o governo estará desenvolvendo ainda mais as cidades e deixando o campo de lado", disse.
Desses três pontos, dois serão a bandeira do deputado na volta à Câmara: o código e os fertilizantes. Isso, se ele não for convidado mais uma vez para ficar à frente da Pasta que deixou, justamente para concorrer um novo mandato. "Agricultura é minha paixão", resumiu Stephanes. No seu lugar, ficou o colega de partido, Wagner Rossi. Nenhum dos dois, no entanto, fala abertamente que tem intenção de ficar com a Pasta no governo Dilma.
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Formalização da empresa de laticíniosexta-feira, 8 de outubro de 2010
Mão de obra" Observando a evolução do poder de compra do leite em relação à mão de obra verificou-se que em 1991 eram necessários 202 litros de leite para pagar um salário mínimo. Em 2009, foram necessários 706 litros de leite".
Ou seja, enquanto um determinado volume de leite contratava um funcionário em 1991, hoje esta mesma quantidade contrata apenas 1/3 deste mesmo funcionário.
O custo da mão de obra, nem sempre é analisada pelo produtor, como um fator de peso na composição do preço do leite produzido, mas em função do aumento do salário mínimo ( normalmente a base de remuneração para a mão de obra dos funcionários do setor rural) esta realidade está mudando, e neste raciocínio do exemplo acima temos duas análises: 1) ou o funcionário produz pelo menos três vezes mais leite do que ele produzia antes; 2) ou uma parte do lucro com a produção de leite desapareceu no salário do funcionário".
E o que envolve esta mão de obra?? Num país do tamanho do Brasil as diferenças regionais, são significativas e este custo também é diferenciado variando de acordo com a capacitação deste funcionário ou produtor, nível educacional, cultural e social.
Podemos adicionar ainda o clima, a comercialização, a gerência ( pagando por produtividade) e outros fatores que intervêm na formação do preço final do leite. Tanto na produção empresarial, quanto na agricultura familiar o fator "custo de mão de obra" faz a diferença na competitividade do setor.
No Editorial de 14/09/2010 do Milk point, este assunto está sendo abordado com mais profundidade...vale a pena nos atermos a estes aspectos....